Que preparação é necessário para fazer uma abdominoplastia?

O que preciso de saber antes de fazer uma abdominoplastia?

A cirurgia de abdominoplastia é uma cirurgia relativamente comum, utilizada nos casos onde se procura um abdómen mais firme e liso, após emagrecimento abrupto com consequente evidência de excesso de pele e tecido adiposo abdominal. Esta situação acontece muitas vezes após o parto ou após cirurgia de emagrecimento (por exemplo sleeve ou bypass gástrico).

Na abdominoplastia são eliminados o excesso de pele e tecido adiposo abdominal (muitas vezes localizados abaixo do umbigo) para lhe conferir um aspecto liso e pode ser ainda efectuada a sutura das bainha dos rectos e da fáscia dos rectos do abdómen para lhe proporcionar mais firmeza e jovialidade.

Antes de se propor a esta cirurgia, o paciente deve tentar manter hábitos saudáveis, procurar manter o seu peso ideal através de alimentação equilibrada, exercício, e evitar hábitos nocivos como o tabagismo. Doenças como a Diabetes Mellitus e doenças vasculares também devem ser controladas e melhoradas para um pós-operatório com menos complicações.

A própria obesidade vai ter um papel importante na cicatrização e recuperação da cirurgia, estando associada a mais complicações no pós-operatório e aumenta a probabilidade de necessitar de nova intervenção, sendo por isso aconselhável apenas efectuar paniculectomia (retirar o excesso de pele e tecido adiposo abdominal que constituem o panículo) em doentes com excesso de peso ou deve ser adiada a abdominoplastia até atingir e manter o peso ideal.

Se o paciente for fumador deve considerar parar tal hábito pois o tabagismo interfere com a vascularização da pele e tecido adiposo e pode contribuir para complicações na recuperação e cicatrização de uma abdominoplastia.

Esta cirurgia deve ser procurada quando não se pensa voltar a engravidar, pois nova gravidez faria voltar o excesso de pele e tecido adiposo abdominal, associados à musculatura flácida.

Factores como a existência de cirurgias abdominais anteriores, com cicatrizes visíveis na região a ser operada poderá trazer alguns inconvenientes a nível da cicatrização ou resultará numa cicatriz maior, caso se pretenda retirar essa cicatriz (no caso de cicatrizes horizontais).

Que complicações podem ocorrer após uma abdominoplastia?

Esta cirurgia pode ser relativamente invasiva e demorada, associada a complicações inerentes a qualquer cirurgia, inerentes à anestesia e inerentes à abdominoplastia em concreto.

Na cirurgia de abdominoplastia, a pele e tecido adiposo abdominal são descolados da parede muscular (músculos rectos abdominais) e respectivas fáscias para serem reposicionados e conferirem um aspecto mais liso ao abdómen. Neste processo toda a vascularização e irrigação sanguínea da pele, tecido subcutâneo e gordura, fica algo comprometida e deficiente.

Este facto, juntamente com factores como obesidade, tabagismo, Diabetes Mellitus, podem contribuir para a morte de regiões da pele que não esteja a ser devidamente irrigada, habitualmente mais localizada entre a região púbica e o umbigo. Se tal acontecer pode se resolver espontaneamente dentro de algumas semanas ou pode necessitar de nova intervenção.

Hematomas (colecção de sangue localizado), também podem ser uma complicação esperada desta cirurgia, retardando a cicatrização e comprometendo a circulação da pele envolvida, podendo resultar na morte da mesma.

A colecção se soro abaixo dos tecidos subcutâneos (seroma) é das complicações mais frequentes neste tipo de cirurgias, e apesar da necessidade de ser drenado, habitualmente não complica o resultado final.

Outra complicação possível que se tenta prevenir evitando qualquer esforço abdominal após a cirurgia, é a deiscência (ruptura) das suturas efectuadas nas fáscias dos músculos para conferir ao abdómen um aspecto mais firme. O resultado é um abdómen flácido com necessidade de ser re-operado.

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Sobre Dra. Luisa Ramos

A Drª Luísa Magalhães Ramos é licenciada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética, fez a especialidade no Hospital de S. José, em Lisboa. Ao longo da sua formação, subespecializou-se na área da Cirurgia Plástica Estética, tendo trabalhado em centros de renome mundial, nomeadamente no Instituto Prof. Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro), na Clinica Pieta (Curitiba, com a Prof.ª Ruth Graf) e nas Clínicas do Dr. Alana Matarasso e Daniel Baker (Nova Iorque). Participa frequentemente em cursos de actualização sobre as mais recentes e inovadoras técnicas cirúrgicas.