Correção de Malformações nas Orelhas / Otoplastia

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O que são as “orelhas em abdução”?

Outros termos aplicados que se referem à mesma situação são “orelhas em abano” ou “orelhas proeminentes“. Trata-se de uma malformação congénita que afecta até cerca de 5% da população e, na maioria dos casos, tem uma componente genética. Pode ser unilateral ou bilateral e não está associada a nenhuma alteração auditiva. Regra geral, manifesta-se até ao 3º mês após o nascimento e, caso não seja tratada, manter-se-à ao longo da vida.

Quais as manifestações clínicas?

As orelhas afectadas formam um ângulo com a cabeça superior ao normal, parecendo demasiado afastadas. Para além disso, a parte superior das orelhas não apresenta as pregas normalmente observadas- “prega anti-hélice”, tendo um aspecto liso.

Quando deve ser tratada?

Embora não esteja associada a nenhuma alteração auditiva tem impacto psicológico significativo nas pessoas afectadas por esta malformação, pois são frequentemente alvo de gozo por colegas desde o início da época escolar até à vida adulta. Enquanto muitos aprendem a lidar bem com esta sua característica, outros têm grande dificuldade em conviver com esta malformação.

Se tratada até aos seis meses de vida, quando a cartilagem ainda é muito fina e mais maleável, podem ser utilizados alguns “moldes externos” que podem ajudar a corrigir a deformidade. Após os seis meses de idade, o tratamento é cirúrgico.

O tratamento cirúrgico, idealmente deve ser realizado a partir dos 5 anos de idade, altura em que o pavilhão auricular já atingiu praticamente o tamanho definitivo e antes de as crianças iniciarem a escola, o que minora as consequências psicológicas que apresentam posteriormente.

Como é feita a cirurgia?

Nos adultos, é geralmente com anestesia local. O procedimento é rápido e é feito através de uma pequena incisão escondida atrás da orelha. O tempo de recuperação é de cerca de 10 dias, devido ao edema e implica usar no período pós operatório uma banda, geralmente durante 7 dias.

Prognóstico

Esta malformação não se resolve espontaneamente e após os seis meses de idade, o tratamento cirúrgico é a única opção. A cirurgia está associada a elevadas taxas de satisfação, com aumento da autoestima.

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